sábado, 27 de janeiro de 2018
O mal e a injustiça são invencíveis?
"Se  Deus pôde  criar o universo a partir do nada, também pode  intervir neste  mundo e  vencer qualquer forma de  mal. Por isso, a injustiça não é  invencível." (Pala Francisco, "Laudato si").
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Conceito de "Politicamente Correto":
Excelente definição do que é o politicamente correto:

"Trata-se da tentativa de reformar o pensamento tornando certas coisas indizíveis. Consiste, ainda, numa ostentação conspícua, para não dizer intimidadora, de virtude (a qual é concebida como adoção pública das visões "corretas", isto é, das visões "progressistas") mediante um vocabulário purificado e um sentimento humano abstrato. Contradizer esse sentimento ou deixar de usar tal vocabulário é excluir-se do mundo dos homens (ou deveria dizer "pessoas"?) civilizados." (Theodore Dalrymple)
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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018
O Conceito de "Lawfare"



Diga-se, antes de mais, que "Lawfare" ou "Hybrid Lawfare" (termo que poderia ser traduzido por "Guerra Jurídica") é algo mais ou menos recente.

"Lawfare" é, na verdade, em Geopolítica, a paulatina substituição, alteração, transformação, adaptação, ou coisa que o valha, da "Unrestricted Warfare" ("Guerra  Irrestrita" ou "Guerra Além dos Limites"), dos coronéis chineses Qiao Liang e Wang Xiangsui, em "Hybrid Warfare", analisada por tantos geógrafos (Robert R. Tomes), historiadores (Williamson Murray) e militares (Maj. Tim McCulloh), que culmina em "Hybrid Lawfare".


Segundo as historiadores Camila Vollenweider e Silvina Romano, a "Lawfare" caracteriza-se pelo:

“uso indevido de instrumentos jurídicos para fins de perseguição política, destruição da imagem pública e desqualificação de um adversário político. Combina ações aparentemente legais com uma ampla cobertura de imprensa para pressionar o acusado e o seu entorno (inclusive parentes próximos) , de forma que este se torne vulnerável às acusações feitas sem as devidas provas.”

Assim, vê-se que a “Lawfare” objetiva a paralisação, inabilitação, anulação ou coisa que o valha (destruição) do alvo (o acusado), bem como, a obtenção do “apoio popular” para isso (papel que compete à Mídia).  

Como dito acima, a "Hybrid Lawfare" é mais ou menos recente, já tendo sido usada, e. g., na Ex-Iugoslávia. No caso desta nação banhada pelo Mar Adriático, segundo a advogada especialista em Relações Internacionais e Direitos Humanos  Gisele Ricobom, os ataques aéreos perpetrados, em março de 1999, pela OTAN, esconderam algo:

“O pretexto humanitário omitiu interesses políticos e econômicos dos Estados Unidos na região, seja para o complexo industrial-militar testar as bombas DU ou para garantir a proteção dos interesses do ocidente na importante rota para a Palestina, Iraque, Irã, o Mar Cáspio e a Transcaucásia, onde existem vastas jazidas de petróleo que as corporações americanas desejavam explorar” 


Na Síria. ("Lei deResponsabilidade dos Crimes de Guerra Sírios"), que nada mais é do que uma “força de Lei” para notificar o Departamento de Estado dos EUA sobre "crimes militares, crimes contra a humanidade e genocídio na sírio, visando solicitar “ajuda” (que nem sempre é bem vinda) necessária e para a criação do Judiciário de transição, bem como, para responsabilizar Assad pelo seu regime e ações". 

No Haiti, "A responsabilidade de proteger", de Bill Clinton, nada mais foi do que uma "Lawfare". 

Nesse caso específico, a jornalista Cláudia Antunes faz a acusação de que o Brasil, com a sua, 

“Minustah, a força de paz, não tem preponderância na articulação com o governo haitiano dos projetos de reconstrução. Seu mandato é prover segurança, embora a "interconexão" com o desenvolvimento socioeconômico esteja contemplada nas resoluções do CS. Frequentemente, quem dita as regras sobre o destino da ajuda ao desenvolvimento do Haiti são os maiores doadores, incluindo EUA, França, Canadá e os bancos multilaterais.” 


Em Serra Leoa, segundo a também advogada e especialista em Relações Internacionais e Direitos Humanos, Renata Mantovani de Lima, tais tribunais "invadiram, notoriamente, a esfera jurisdicional e legislativa" do país. 


No Camboja, segundo a autora supracitada, a "Câmaras de Emergência" "não mais integrava os planos" do país, mas, "Ainda assim, Estados-Membros das Nações Unidas apoiaram o prosseguimento dos esforços para a construção da justiça no Estado". 

No Líbano o mesmo ocorreu com o “Tribunal Especial”, no Kosovo, com o “Programa de Juízes e Procuradores Internacionais”, e, por fim, para que a presente publicação não fique muito longa, no Iraque, com o “Supremo Tribunal”.


TODOS estes tribunais têm características típicas comuns, quais sejam, a de possuir juízes "independentes" e/ ou "isentos", revestidos de "neutralidade", que trabalham com base em regras de procedimento predefinidas e que tomam decisões obrigatórias, segundo as Cartas Magnas (Constituições) dos Estados.


Como é possível de se perceber acima, a ONU desempenhou papel fundamental na criação da “Lawfare”. Exemplo disso, foi o “Tribunal Internacional”, para a Ex-Jugoslávia, já citado no presente texto, todos os casos acima vistos, e, o “tribunal” homônimo, de Ruanda.


Os tribunais de uma “Lawfare” se caracterizam ainda por serem instituições especiais, criadas para resolver casos específicos, dentro de um período de tempo limitado, decorrentes de condições políticas e históricas específicas.


Como não poderia deixar de ser, a natureza de um tribunal que integra uma “Lawfare” é ambígua em todos os casos, mas, a despeito disso, as sentenças particulares, nacionais, regionais e internacionais são proferidas e cumpridas, entrementes.


Outra peça que ajuda a entender o quebra-cabeça que é este “tipo de guerra” é o “veredito”. 

Ou seja, a imagem final, por exemplo, da pessoa acusada já está montada, e é constituída por uma peça importante, que prenuncia o fim de tudo, e que, ela mesma, já estava pronta desde o início. Tal peça é o “veredito”, a "sentença".


Por outras palavras, as “decisões”, são tomadas com antecedência. Já estão prontas antes mesmo de serem julgadas; e tudo isso, repita-se, com o auxílio da Mídia, que, como já referido acima, é outra das tantas peças que compõe o quebra-cabeça.


Sobre isso, no nível de Brasil, e, especificamente, no caso do Ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, denunciou muito bem Geoffrey Ronald Robertson, dizendo:


Para demonstrar isso, no nível dos Direitos Humanos e no âmbito internacional, várias questões poderiam serem levantadas, muitíssimas. Deixe-se aqui, sumariamente, apenas uma, escolhida aleatoriamente, qual seja:


-  Por que a ONU não se ofereceu para criar “esses tribunais” no Iêmen, onde a coalizão liderada pela Arábia Saudita, participou de assassinatos de milhares de pessoas inocentes, incluindo mulheres e crianças?


No nível, por assim dizer, da Justiça e no âmbito nacional propriamente dito, em virtude da pertinência do caso, poder-se-ia questionar:



- Por que Lula foi condenado, mas VÁÁÁRIOS outros corruptos, não?

Vê-se que o pensamento que nos vem do século XVIII-XIX, do general prussiano Carl von Clausewitz (1780-1831), revertido pelo psicólogo e matemático russo, Anatol Rapoport (1911-2007), ainda vige, a saber: "a política é a continuação da guerra por outros meios". 


REFERÊNCIAS

ANTUNES, Claudia. País expõe contradições de forças de paz. Mundo. Folha de São Paulo. São Paulo, 25 jan. 2010. Disponível em UOL. cesso em: 25 de jan. 2018

LIANG, Qiao; XIANGSUI, Wang. Unrestricted Warfare. Beijing: Pla Literature and Arts Publishing House, 1999

LIMA, Renata Montovani de. A Contribuição dos Tribunais Híbridos para o Desenvolvimento do Direito Internacional Penal. Belo Horizonte: PUC-MINAS, 2011.

McCULLOH, MAJ. Tim;‎ MAJ. JOHNSON, Rick. Hybrid Warfare. Florida: The JSOU Press MacDill Air Force Base, 2013

MURRAY, Williamson; MANSOOR, Peter R.. Hybrid Warfare: Fighting Complex Opponents from the Ancient World to the Present. Cambridge: Cambridge University Press, 2012

RICOBOM, Gisele. Intervenção Humanitária: A Guerra em Nome dos Direitos Humanos. Belo Horizonte: Editora Fórum, 2010, p. 211

TOMES, Robert R.  et al. Hybrid Warfare and Transnational Threats: Perspectives for an Era of Persistant Conflict. New York: Council for Emerging National Security Affairs, 2011

VOLLENWEIDER, Camila; ROMANO, Silvina. Lawfare. La judicialización de la política en América Latina. Santiago: Centro Estratégico Latinoamericano de Geopolítica (CELAG), 2017. 
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domingo, 15 de outubro de 2017
CONSIDERAÇÕES DE CUNHO GENERALIZANTE ACERCA DAS DIFICULDADES DO SER PROFESSOR
*Dia dos Professores*, 15 de out, 2017.

AS DEZ (10) DIFICULDADES COM AS QUAIS SE DEPARA O PROFESSOR
Em busca do *Caminho do Meio*

Ser professor não é fácil. É profissão que levamos conosco, como que encravada na carne, para todas as partes e lugares por onde vamos. Também somos tomados e considerados como *professores* em todas as esferas de nossas vidas, na esfera espiritual, na esfera afetiva, na esfera emocional, na esfera financeira, na esfera sociológica, na esfera psicológica e até na esfera biológica, pois, em quaisquer destas dimensões da vida, se (1) estamos certos, não fazemos mais que nossa obrigação, já que "sabemos tudo". Se, pelo contrário, (2) estamos errados, e tomamos uma atitude equivocada, ouvimos, de pronto, um sonoro "logo você, um "pro-fes-sor?!".

Tendo (3) opinião "fraca" e "permissiva", os professores são considerados "frouxos" e que não sabem educar; tendo (4) opinião "forte" e "incisiva", de igual modo, são acusados de não saberem educar.

Há os que dizem (os entendidos (a)) que (5) não devemos nem mesmo ter "opinião", temos somente que "professar" – às vezes nomeiam isso, absurdamente, de “professorar” –, isto é, apenas "repetir" o que "autoridades reconhecidas", "livros" e "enciclopédias" já divulgaram em suas publicações. Há os que pensam que (6) professor que não se “posiciona”, de novo, conforme "3", acima, é "relapso".

Aliás, conforme "a", acima, (7) todos ou muitos sabem mais acerca da educação que os próprios professores. Todo mundo se mete na educação: economistas, sociólogos, psiquiatras, padres, pastores, policiais, advogados, engenheiros, publicitários, e, o que é pior, até políticos (b) e a "Mídia" (c), em geral...

Assim, como se disse acima, não é fácil ser professor porque (8) ninguém pergunta ou leva em consideração os entendimentos dos professores quando análises e/ ou reformulações são feitas na educação.

Pode-se dizer, ainda, que não é fácil ser professor, mas, se bem considerado, ver-se-á que essa é a menor da dificuldades, porque (9) o professor não e respeitado por um grande número de estudantes; também pudera, basta se retomar "7", acima, com destaque para "b" e "c", o que é hodiernamente funesto, vil e abjeto.

Finalmente, não é fácil ser professor porque os "modi operandi" da profissão não possuem um único "modus operandi". Assim, (10) professor tem que se reinventar todos os dias, bem como, reinventar as suas didáticas e pedagogias, visto que o objetivo imediato é do garantir e avaliar se o aluno está aprendendo, e, como são múltiplas as formas de como isso se efetiva epistemologicamente, múltiplas devem ser as abordagens do professor.

Parece mesmo que a tarefa do professor é a de encontrar o verdadeiro *caminho do meio*, noção que era apregoada pelos gregos, sobretudo quando o assunto era a urgência em se salvaguardar a cultura de uma civilização.

Sobre isso nos fala Bacon (2002) quando analisa o mito grego “sonho de Ícaro” ou “Ícaro alado”. Conforme o autor do Novum Organum, “É uma parábola fácil e conhecida. O caminho da virtude segue reto entre o excesso, de um lado, e a carência, de outro.” (p. 87). Ainda segundo Bacon (2002), quando este analisa as mensagens por detrás da “Odisseia” (ou “Ilíada”), de Homero, e as consequentes aventuras pelas quais passou Odisseu (ou Ulisses) quando este deveria fazer a:
“passagem entre Cila e Caribdes (moderação no intelecto), certamente é necessário ter muita perícia e boa sorte para vencê-la. Pois se o navio se aproxima de Cila, quebra-se nos rochedos; se se aproxima de Caribdes, é sugado pelo torvelinho. Essa parábola nos leva a considerar (e só a examino de passagem, embora sugira reflexões infinitas) que em toda forma de conhecimento e ciência, bem como em toda regra ou axioma a eles pertinente, cumpre manter o meio-termo entre o excesso de especificidades e o excesso de generalidades – entre os rochedos e o torvelinho, famosos pelo naufrágio de engenhos e artes.” (p. 87-88)

Assim, aqui reside, nossa derradeira dificuldade, qual seja, a de se colocar entre o “Sol” e o “oceano”, entre “Cila” e “Caribdes”, a de encontrar um *caminho do meio*, enquanto passamos pelas dez (10) dificuldades acima elencadas. Assim , devemos seguir, nós professores, exercendo com o *equilíbrio* necessário a nossa profissão, e, tal como Ícaro, seguir “sonhando”, sem sermos ingênuos; tal como Odisseu, seguir lutando, sem sermos truculentos; tal como o exposto acima, estarmos até mesmo entre um “Ícaro” e um “Ulisses” em prol da Educação.

REFERÊNCIAS

BACON, Francis. A Sabedoria dos Antigos. Tradução Gilson César Cardoso de Souza. São Paulo: UNESP, 2002. Título original: Wisdom of te Ancients.






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quarta-feira, 31 de maio de 2017
A Pirâmide Etária do Japão em movimento!!!
Eu sempre explico para os meus alunos que uma Pirâmide Etária deve ser vista ou considerada como algo em movimento.
Animação abaixo, feita pelo information designer, Max Glaka mostra isso muito bem!!!

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segunda-feira, 10 de outubro de 2016
O que é "agendamento midiático"?

Na maioria das vezes "O termo 'agendamento' (agenda-setting no inglês) [é] tirado de Traquina (2001) e conserva [...] o significado original identificado pelo teórico: 'Certamente a noção deste conceito, quando surgiu no primeiro artigo de McCombs e Shaw, postulava um poder limitado [da mídia]. Na feliz formulação de Cohen, o conceito do agendamento estipulava inicialmente que os mídia [o texto citado está em português de Portugal] podem não dizer às pessoas como pensar, mas sim sobre o que pensar.'" (TRAQUINA, 2001, p. 33).

REFERÊNCIA:

TRAQUINA, Nelson. O Estudo do Jornalismo no Século XX. São Leopoldo: Unisinos, 2001.

(Fonte: <http://seer.ufrgs.br/paraonde/article/viewFile/22074/12837>. Acesso em: 10 de out., 2016)

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
Dados da NOAA corroboram derretimento paulatino de neve e gelo no Hemisfério Norte
É extensa e tensa a discussão entre "fryers" e "freezers", respectivamente, os que pensam que a Terra está "fritando" e os que pensam que a Terra está "congelando"; aqueles, são frequentemente chamados de "apocalípticos"; estes, comumente apelidados de "céticos".

Os primeiros, apoiam-se em dados empíricos para dizer que o gelo no planeta como um todo está diminuindo, derretendo. Os segundos, baseando-se em argumentos dialógicos, dizem que os primeiros utilizam-se de um discurso que legitima a falta de desenvolvimento dos segundos, pois, logicamente, uma vez que eles “não podem mais” emitir gases tóxicos e poluentes, não podem, também, desenvolverem-se economicamente.

Como se pode ver, na raiz do discurso dos primeiros está, por assim dizer, um paradigma “científico”; na dos segundos, por assim dizer, um paradigma “político”.

Controvérsias à parte, é interessante ver os novos gráficos que podem ser “plotados” a partir do Banco de Dados da "Administração Nacional Oceânica e Atmosférica" (NOAA), dos EUA.

A nova ferramenta permite que se comparem as camadas de gelo e neve no hemisfério norte do planeta, tanto em terra, quanto no oceano.

O presente autor vasculhou a ferramenta e um gráfico chamou particularmente a atenção, qual seja, o da “Extensão de Gelo Marinho e Cobertura de Neve”, no Hemisfério Norte, nos meses de dezembro (inverno para eles), desde o ano de 1979 até o ano de 2015.

O gráfico gerado mostra, com uma linha vermelha, uma “tendência” de queda vertiginosa na espessura do gelo e da neve. Também é possível interpretar, através da leitura das barras azuis, que as camadas de gelo e neve, em milhões de Km2, vêm diminuindo paulatinamente desde as décadas passadas.



Os “dados” que alimentam o “banco” da “National Oceanic and Atmospheric Administration” (NOAA) foram construídos com base no sensor orbital de mesmo nome que mede a reflexão da extensão, em vários comprimentos de onda, de solo e do gelo. Estas extensões são plotadas em mapas e a área total e média para cada região do globo é calculada e registrada. O “Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo (NSIDC) encarrega-se dos cálculos relativos às camadas de gelo no oceano e o “Laboratório de Neve Global da Universidade de Rutgers (GSL) encarrega-se da cobertura de neve em terra firme.

A ferramenta traz evidências que corroboram o ponto de vista dos “fryers”, de que o planeta está tendo sua camada de gelo e neve diminuída nas últimas décadas. Isso, fato, no Hemisfério Setentrional.   

Para quem desejar, como este que vos escreve fez, vasculhar o “site” da NOAA e “plotar” segundo os seus interesses diferentes gráficos, o que eu aconselho fortemente, basta clicar, :::aqui:::

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domingo, 13 de setembro de 2015
N.b. sobre o "Homo Naledi":
Caros alunos, a pedidos:

O "Homo Naledi" (com 2 milhões de anos estimados), achado na África do Sul, ainda é mais "jovem" do que o "Homo de Toumai" (com 7 milhões de anos estimados): + clique para ler matéria neste "Link" a seguir, do "Le Monde": 
O diferencial, e que torna a descoberta estupenda, é que ele tem características tanto arcaicas, quanto modernas, tais como mãos, pés e cabeça.

Ainda estamos a procura do "Elo Perdido".

Aspecto de como seria o "Homem de Toumai"

Aspecto de como seria o "Homo Naledi"
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domingo, 6 de setembro de 2015
Os monges e o meio ambiente

"[...] os monges buscavam o deserto, convencidos de  que  fosse  o lugar adequado  para reconhecer a presença de  Deus. Mais tarde, São Bento de Núrsia  quis  que  os  seus  monges  vivessem  em comunidade, unindo oração e  estudo com o trabalho manual (« Ora et labora »). Esta introdução do trabalho manual impregnada de  sentido espiritual revelou-se  revolucionária. Aprendeu-se a  buscar  o  amadurecimento  e  a  santificação  na compenetração  entre  o recolhimento e  o  trabalho. Esta maneira de  viver o trabalho torna--nos mais capazes de  ter cuidado e  respeito pelo meio ambiente, impregnando de  sadia  sobriedade  a nossa relação com o mundo." (Papa Francisco na Encíclica "Laudato si", p. 97-98)

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quarta-feira, 15 de julho de 2015
"Todo o universo material é uma linguagem do amor de Deus":
"O  facto  de  insistir  na  afirmação  de  que  o ser  humano é  imagem  de  Deus  não deveria fazer-nos  esquecer  que  cada criatura tem  uma função  e  nenhuma  é  supérflua.  Todo  o  universo material é uma  linguagem  do  amor  de Deus, do seu  carinho  sem medida por  nós. O  solo, a  água, as montanhas: tudo é carícia de Deus. A história da própria amizade com Deus  desenrola-se sempre  num  espaço  geográfico  que  se  torna  um sinal muito  pessoal,  e  cada um  de  nós guarda na memória  lugares cuja lembrança  nos  faz  muito bem. Quem  cresceu  no  meio de  montes, quem na  infância se  sentava junto do riacho  a beber, ou quem  jogava numa praça  do seu  bairro,  quando volta a esses  lugares sente-se  chamado  a recuperar a sua própria identidade." (Papa Francisco. "Laudato si", p. 66)
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sexta-feira, 10 de julho de 2015
Jesus: rosto Divino do homem, rosto humano de Deus
[...] nascido dos homens, Jesus não foi um homem no sentido em que, para além das condições humanas e de uma forma que supera o homem, é que ele se fez verdadeiramente homem." (Dionísio Teólogo, séc. V).
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
20 coisas que as pessoas bem-sucedidas "se recusam" a fazer:
1. Elas não definem sucesso em termos monetários.
A maioria das pessoas bem-sucedidas define o sucesso como felicidade, paz de espírito, ajudar os outros. Elas veem dinheiro como algo que traz conforto e abre portas de oportunidades. Sabem que dinheiro não compra felicidade.


2. Elas não começam o dia sem planos.
Pessoas bem-sucedidas sabem que, para se dar bem no trabalho e para ter sucesso, precisam ser disciplinadas e têm de gerenciar bem seu tempo. Para isso, planejam seus dias com antecedência, fazendo uma lista de tarefas no começo do dia – o que precisa ser feito e em que ordem. Elas não apenas garantem que não vão deixar passar nada em branco como também otimizam seu tempo.


3. Elas não definem a “perfeição” como seu objetivo final.
Para as pessoas bem-sucedidas, buscar a perfeição é desperdício de tempo e energia, pois você passaria a maior parte do tempo procurando erros para consertar. Em vez disso, você deveria buscar “crescimento”. De um ponto ao próximo, as pessoas bem-sucedidas conquistam cada meta com o crescimento em mente.


4. Elas não se cercam de pessoas pessimistas.
Pessoas pessimistas, pessoas que choramingam e reclamam, pessoas que procrastinam e pessoas que têm desculpa para tudo – é esse tipo de gente que os bem-sucedidos evitam. Porque quanto mais tempo você passa com essas pessoas, mais energia negativa recebe. Os bem-sucedidos preferem as pessoas positivas, motivadas e inspiradoras.


5. Elas não veem dificuldades como problemas.
Quando as pessoas bem-sucedidas enfrentam dificuldades ou obstáculos elas enxergam outro desafio a ser superado, como outros que foram vencidos no passado. Elas acreditam que, com essas experiências, vão se tornar mais inteligentes e mais fortes.


6. Elas não se deixam abater pelos fracassos.
Os bem-sucedidos consideram o fracasso parte do crescimento e uma oportunidade para aprender e progredir. Elas acreditam que, por mais que fracassem, vão se levantar e seguir em frente, mais fortes que antes.


7. Elas não se deixam abater por problemas.
Se você deixar que os problemas pesem em sua vida, não vai ter nada além de estresse. E essa é a melhor maneira de arrumar mais problemas.


Diante de um problema, em vez de se concentrar nele, você deveria se concentrar em suas ações e no que pode fazer para melhorar a situação. Mudando o foco dessa maneira você se sentirá melhor e vai achar melhores soluções para o problema.

8. Elas não permitem que julgamentos dos outros afetem sua autoestima.
Os bem-sucedidos não deixam que sua autoestima, ou eles mesmo, sejam atrapalhados pelas palavras ou julgamentos dos outros. Eles sabem o que valem e quais são seus valores. Sabem o que querem da vida, o que procuram e têm regras próprias para fazer isso acontecer. Eles não dependem de aprovação externa. E não precisam que outros provem seu valor.


9. Elas não dão desculpas.
Pessoas bem-sucedidas se responsabilizam por seus erros. Se as coisas não acontecem de acordo com os planos, ou algo dá errado, elas assumem a responsabilidade e consertam o problema. Pessoas bem-sucedidas estão determinadas a atingir seus objetivos todos os dias – por maiores que sejam. Elas não dão desculpas.


10. Elas não invejam o sucesso alheio.
Pessoas de sucesso acreditam que todos são capazes de ter sucesso. Elas acreditam que, quanto mais bem-sucedidas forem, melhor será o mundo. O sucesso alheio não provoca inveja, e sim inspira e motiva.


11. Elas não ignoram as pessoas que amam.
Por mais importante que o trabalho seja para quem os bem-sucedidos, ele nunca será mais importante que as pessoas queridas – família, parceiros e eles próprios. O sucesso verdadeiro começa dentro de cada um. O amor e o apoio das pessoas queridas são significativos e podem ser tremendamente úteis para quem quer ser bem-sucedido.


12. Elas não se esquecem de se divertir.
O trabalho pode ser cansativo. As pessoas bem-sucedidas sabem que trabalhar sem se divertir não faz sentido. O trabalho tem de ser prazeroso. E a maneira de conseguir isso é fazer algo de que se goste e ter equilíbrio entre as vidas profissional e pessoal – apesar se ser difícil às vezes.


As pessoas bem-sucedidas sabem que é importante dormir o suficiente, além de separar tempo para relaxar e brincar, a fim de ter uma performance 100%.

13. Elas não esquecem da saúde.
Pessoas verdadeiramente bem-sucedidas sabem que boa saúde significa cabeça tranquila, mente motivada e corpo energizado. Tudo isso é crítico. Tudo na vida começa com boa saúde. E tudo pode se acabar quando a saúde vai mal.


14. Elas não escolhem objetivos de vida vagos.
As pessoas bem-sucedidas sabem “exatamente” o que querem da vida. Sabem quais são seus sonhos e estão determinadas a conquistá-los.


Quando você tem clareza do que quer da vida, fica fácil fazer os planos e traçar uma rota até seu destino. Resta apenas cumprir o projeto, nunca desistir e nunca se distrair. Com um objetivo de vida claro, você consegue avaliar onde está e quanto falta para atingir seu sonho.
Em resumo: ter um objetivo e um sonho é metade do caminho.

15. Elas não falam da boca para fora.
Pessoas bem-sucedidas não só falam – seja sobre ideias ou críticas aos outros. Elas fazem e garantem que o que disserem vai se tornar realidade. Elas executam. Elas implementam. Elas são confiáveis.


16. Elas não se permitem ser vítimas.
Pessoas bem-sucedidas não se permitem ser vítimas das ações de outras pessoas. Elas são inteligentes o bastante para sair de perto de pessoas ruins e de situações ruins. Elas não guardam rancores e não pensam em vingança. Elas sabem que a única maneira de serem felizes é deixar para lá e seguir em frente – para que venham as coisas boas da vida.


17. Elas não ficam presas no passado.
Pessoas bem-sucedidas não sofrem com o passado. Se você vive no passado, nunca vai estar feliz no presente, especialmente se seu passado for doloroso. Seja consciente e viva no presente.


18. Elas não resistem às mudanças.
Planos, estratégias e táticas – tudo isso pode mudar com o tempo. As pessoas bem-sucedidas aceitam essas mudanças sem frustração nem resistência. Elas se adaptam e se ajustam porque acreditam que não existe um caminho fixo para o sucesso.


19. Elas nunca param de aprender.
Não importa quão velha estejam, elas estão sempre aprendendo, pois acreditam que ninguém sabe tudo. A inspiração pode surgir em qualquer lugar, a qualquer hora, de qualquer um. Portanto, não aja como um copo cheio. Em vez disso, aja como um copo meio cheio, para que sempre haja espaço para aprender algo novo.


20. Elas não terminam seus dias sem se sentir gratas.
As pessoas bem-sucedidas se sentem gratas pelas coisas de sua vida, grandes ou pequenas. Elas demonstram apreciação por quem os ajudou. Agradecem as pessoas que os apoiam e estão a seu lado. São gratas pelo que têm na vida, em vez de olhar para o que não têm.


As pessoas bem-sucedidas se sentem simplesmente abençoadas e gratas por estar vivas, por estar cercadas de pessoas que amam, por fazer o que amam – e esse é o segredo para começar o dia com energia positiva e paz de espírito.

posted by Donarte N. dos Santos Jr. @ segunda-feira, dezembro 01, 2014   0 comments
terça-feira, 25 de novembro de 2014
Discurso do Papa Francisco ao Parlamento Europeu
Por ser impressionante, destaco:

DISCURSO
Visita do Papa Francisco ao Parlamento Europeu e ao Conselho da Europa
Discurso ao Parlamento Europeu
Terça-feira, 25 de novembro de 2014
Link permanente da imagem incorporada
"Manter viva a democracia na Europa exige que se evitem muitas 'maneiras globalizantes' de diluir a realidade: os purismos angélicos, os totalitarismos do relativo, os fundamentalismos a-históricos, os eticismos sem bondade, os intelectualismos sem sabedoria" (Cf. Carta enc. Evangelii gaudium, 231).

Para ler o discurso na integra, clicar :::aqui:::.

posted by Donarte N. dos Santos Jr. @ terça-feira, novembro 25, 2014   0 comments
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
Resposta à sugestão de leitura (“Pierre Rosanvallon, historiador: ‘A nova revolução é a do bom governo’”) feita por um colega, o professor Tiago Moraes (historiador):
Um professor, um colega, um amigo (Tiago Moraes (historiador)) me recomendou uma leitura rápida. Recomendou que eu apreciasse a excelente análise feita pelo intelectual francês Pierre Rosanvallon, para que, depois, pudéssemos bater, a respeito dela, um animado papo.
Após ter feito o que ele me sugeriu, decidi publicar aqui, em meu blog, o que pude extrair da entrevista. Segue:
Concordo com Pierre Rosanvallon, que, também conforme Milton Santos, pensa que há toda uma classe de pessoas que não querem melhorar a política. Não querem dotá-la de inteligência, mas sim, querem privilégios, querem “mamar nas tetas”...
Concordo também que deveria haver o confisco e a degradação pública do político corrupto; embora isso pressuponha uma “vergonha na cara”, uma educação que boa parte dos brasileiros não tem...
Outra noção com a qual concordo e que pode ser extraída da entrevista de Rosanvallon, e que mais uma vez vai ao encontro do pensamento do geógrafo Milton Santos, é a do “l'espace partagé”, o espaço partido (ou shared space), um entendimento segundo o qual o espaço da urbe já não é mais cidadão. Não existe mais coabitação, vivemos como se alguns fossem de um outro universo, um Universo Paralelo. Não há mundo em comum.
Continuemos a refletir!!!
posted by Donarte N. dos Santos Jr. @ sexta-feira, novembro 21, 2014   0 comments
terça-feira, 4 de novembro de 2014
Sobre os Laboratórios de Aprendizagem da Prefeitura Municipal de Porto Alegre
"Serviços de Apoio à Aprendizagem [da Prefeitura Municipal de Porto Alegre]:
a) Laboratório de Aprendizagem - Os laboratórios são espaços de pesquisa e ressignificações que detêm um ritmo e um tempo diferenciado da sala de aula.
O trabalho no laboratório não reforça aprendizagens, não treina conceitos, não faz cópias. É um fazer pelo qual o educador responsável busca conhecer as interferências na aprendizagem.
O laboratório faz parte de um todo na escola, não se caracterizando como uma “sala de milagres” ou “sala de reforço”, mas um espaço onde será depositado o esforço para alcançar as grandes transformações na ação pedagógica. Esse espaço de investigação e inovação torna-se uma extensão da sala de aula, tendo como meta atender tanto ao aluno, como fornecer subsídios às estratégias didáticas do professor."

Fonte: Disponível em: Educação > Ensino Fundamental > Estrutura. Acesso em: 04 nov. 2014.
posted by Donarte N. dos Santos Jr. @ terça-feira, novembro 04, 2014   0 comments
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
Não atrapalhe a aula, por favor!!!
Hoje fiquei impressionado, fiquei muito feliz!!!!!!!
Quando uma autoridade entra na sala de aula de um professor, o Diretor, por exemplo, e dois ou três alunos, imediatamente, gritam desesperados para ela: “Aaah!!! Não atrapalhe a aula, por favor!!!” é porque a aula está, para dizer o mínimo, interessante.
Um momento como este, então, transforma-se numa tremenda de uma massagem no Ego do professor que tem esta sorte!!!!!!!

Eu sou mesmo um agraciado em minha profissão!!!
posted by Donarte N. dos Santos Jr. @ sexta-feira, outubro 31, 2014   0 comments
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
Do ponto de vista geopolítico, quais seriam as consequências do Aquecimento Global?
Do ponto de vista geopolítico, quais seriam as consequências do Aquecimento Global?

Frequentemente, quando o assunto é Aquecimento Global, a Mídia acaba chamando, para fazer sua apreciação, um meteorologista.

Seria interessante, porém, ouvir o que um geógrafo tem a dizer.

Em recente entrevista (02 de abr., 2014), Yves Lacoste, eminente geógrafo, pai da famosa revista científica Hérodote (Heródoto), professor da Universidade Paris Sorbone VIII e ícone da Geopolítica falou sobre o assunto.

Segundo Yves Lacoste, os efeitos maléficos do Aquecimento Global não seriam assim tão desastrosos. Lembremos que o autor de “A Geografia –isso serve em primeiro lugar para fazer a guerra” faz sua análise muito mais com as lentes geopolíticas do que com as lentes ecológicas. Lacoste, afirma que os estudos mencionam o temerário aumento do nível do Oceano Pacífico, mas que isso afetaria, na verdade, áreas limitadas de terra e que as populações afetadas poderiam ser rearranjadas. Conforme Yves, o Aquecimento Global seria, em verdade, desastroso para as populações do norte da África e do Oriente Médio, regiões que já enfrentam problemas de abastecimento de água e que teriam aumentadas suas estações secas. Porém, ainda assim, o geógrafo marroquino não parece ser pessimista, e, contando com a tecnologia, aposta na dessalinização das águas do mar e posterior irrigação como solução.

Como não poderia deixar de ser, o pai da revista especializada em estudos geopolíticos Hérodote, indo além em suas análises, vê, no Aquecimento Global, uma possível saída que a Rússia teria através dos mares gelados.

Desde os tempos de Halford J. Mackinder, a Rússia é considerada como um “urso”; não tem a “vocação” marítima dos EUA (“baleia”). Isso é assim porque a Rússia está cercada por mares congelados ao norte e suas saídas para as águas situadas ao sul são limitadas. Com o Aquecimento Global, porém, isso está mudando, pois o derretimento do Oceano Glacial Ártico, além de dar saída direta ao Oceano Pacífico, poderá fazer a ligação marítima entre o Pacífico e o Báltico. Além disso, a recente anexação da Crimeia pelos russos amplia a vocação marítima dos mesmos, pois aumenta a saída destes eslavos às “águas quentes” do sul. Com relação ao degelo do Oceano Glacial Ártico e suas consequências benéficas para a Rússia, Lacoste só vê um empecilho – o demográfico –, pois os cidadãos russos têm resistência a irem trabalhar nas regiões desoladas da Sibéria.

Pode-se dizer que, com as atuais, lúcidas e proféticas análises de Lacoste, temos um ponto de vista deveras diferente daquele mesmo e sempre veiculado pela Mídia: um ponto de vista que considera o Aquecimento Global sob as lentes da Geopolítica, e que leva em conta a capacidade e a possibilidade que o homem tem de usar a seu favor e segundo seus interesses a variáveis do meio*, para, com isso, dominar o espaço. 


* Fique claro que as "variáveis" do meio, neste caso, não são propriamente variáveis do meio, ou seja, não são em nada determinadas pela natureza. São, em verdade, mudanças ocasionadas pelo próprio homem, que, com suas emissões tóxicas, não cessa de modificar o clima planetário. 
posted by Donarte N. dos Santos Jr. @ segunda-feira, setembro 15, 2014   0 comments
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Razão vs. Antirazão


Na linha de uma postagem anterior, e, como professor, ainda com a preocupação a respeito do primado da razão sobre uma outra certa “razão”, que na verdade é uma antirazão totalmente prejudicial à libertação dos estudantes, penso junto com Rouanet (1987) quando ele escreve que:

“[...] a razão [tem] jurisdição sobre o mundo dos valores e dos fins, porque o universo das normas, ou do Dever-ser, está sujeito aos mesmos critérios de racionalidade processual que o universo dos fatos, ou do Ser: nos dois casos, só a argumentação racional pode decidir da validade de uma afirmação que se pretende verdadeira, ou de uma norma que se pretende justa.” (ROUANET, Sergio Paulo. As razões do iluminismo. São Paul: Companhia das Letras, 1987, p. 15.).

Penso também com Rouanet (1987) quando ele afirma que:

“Temos de reformular a frase de Goethe: ‘cinzenta é toda a teoria, e verde apenas a árvore da vida’. Verde é toda a teoria que liberta, e cinzenta toda vida que se fecha à razão” (ROUANET, Sergio Paulo. As razões do iluminismo. São Paul: Companhia das Letras, 1987, p. 20.).

Penso que um professor deve se preocupar com isso. Preocupar-se, por outros termos, em construir com seus estudantes uma norma culta. Um pensamento verdadeiramente crítico que mereça ser chamado de razão. Uma razão capaz de libertar. Algo que encaminhe ao chamado último estágio (ou estádio, se se quiser) que se pode alcançar dentro da epistemologia genética, que, para Piaget, superando-se os estágios sensório-motriz, pré-operatório e o das operações concretas, trata-se do das operações formais.  
posted by Donarte N. dos Santos Jr. @ terça-feira, agosto 26, 2014   0 comments
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
Mil por hora!!!


Estou a mil por hora, em 220 volts.
Entrei em aula, no 1º período, uns 5min. adiantado e já iniciei a matéria. Uma aluna perguntou: "ei, 'sor'?! Não é história agora?! E eu, com um sorriso, e já saindo da sala de aula, respondi: "ops, ‘sorry’. Mas não esqueçam do que eu disse. É Útil!!! Tchau!!!". 
Hahahahaha!!!

posted by Donarte N. dos Santos Jr. @ sexta-feira, agosto 22, 2014   0 comments
terça-feira, 8 de julho de 2014
Conclusões absolutamente certas são um projeto falido?!


Analise-se a afirmação abaixo:

“Conhecimento final soa à religião barata. A ciência é uma estratégia de pesquisa sem fim, em torno de uma realidade que, a rigor, não conhecemos nem temos chance de devassar (Demo, 2002)” (DEMO, Pedro. Nova Infraestrutura do Conhecimento. Disponível em: <Google Docs do Prof. Demo> ou <Blog do Prof. Demo>. Acesso em: 08 jul. 2014.)


Será mesmo?!

Tendo a descordar veementemente de tal afirmação. Não é porque, e.g., a perfeita e infalível segurança nos aeroportos seja impossível, conforme o próprio Demo escreve algumas linhas antes da citação acima, que o “projeto” de “aumentar os padrões de certeza, exterminando toda incerteza pela via da formalização metodológica” seja “falido”. Penso que não é pelo fato de hajam contingências num consequente que um antecedente seja incapaz de haver, portanto, de ser, e, em sendo, que se possam “deduzir as conclusões certas” acerca dele. Assim, não é pelo fato de que aviões caiam e de que atentados terroristas aconteçam que não se possam fazer afirmações últimas sobre a aerodinâmica e sobre a autodeterminação dos povos, ou que não hajam verdades sobre a Física e as consequências da exclusão socioeconômica.


Continuemos a pensar...



posted by Donarte N. dos Santos Jr. @ terça-feira, julho 08, 2014   0 comments
terça-feira, 24 de junho de 2014
O que é ser empreendedor?
"O que é ser empreendedor?  HIRISH,( 1986) lembra que o termo empreendedor tem origem na palavra francesa  intrepreneur  aquele que assume riscos  e sempre está buscando inovações.  Conforme    Kets de Vries (1977) na sua obra The entrepreneurial personality: a person at the crossroads, ser  empreendedor significa  ser inovador, aceitar e  correr  riscos, capaz de elaborar novas ideias, implementá-las bem como administrá-las, possuindo  uma personalidade altamente imprevisível. Conceito semelhante ao de   Mintzberg (2000)  que  entende  empreendedor aquele que tem capacidade de lidar com riscos, sendo   altamente estimulado  pelos desafios  que trazem a realização de seus projetos" (FOSSATTI, Nelson. As Utopias- Concretas de Visconde de Mauá -Um Ícone do empreendedorismo. In: Visconde de Mauá - 200 anos de nascimento. Fonte: Disponível em: <:::clique aqui:::. Acesso em: 24 jun. 2014.  )
posted by Donarte N. dos Santos Jr. @ terça-feira, junho 24, 2014   0 comments
segunda-feira, 5 de maio de 2014
Como ajudar a melhorar o mundo.
Como professor cristão, católico apostólico romano, tenho me preocupado muito com o atual estado do mundo, de nossa sociedade e com o que ela está a fazer com os nossos jovens. Drogas, prostituição, violência, falta de amor... O quadro com o qual me tenho deparado não é dos mais alentadores.
Diante disso tenho me perguntado: como fazer para que a minha ação seja mais efetiva para ajudar a edificar o Reino de Deus?
Tenho lido bastante para tentar entender melhor este mundo e aquilo que pode ser chamado de pastoral. Em especial, um pequeníssimo texto do amado Frei Luiz Turra me chamou a atenção. Assim, para partilhar, segue:  

“Na verdade, se olharmos ao nosso redor, para este mundo de nossa experiência humana, ainda não vemos [mudanças no mundo]. As pessoas não deixaram de sofrer e morrer, os pecados e as misérias continuam se multiplicando, a astúcia da maldade parece se tornar cada vez mais eficiente, os filhos das trevas são criativos em suas artimanhas... Tudo parece continuar como antes da Páscoa, porque vivemos e paramos na superfície. Às vezes nos espantamos com os fracassos e esquecemos de lançar as redes em águas mais profundas. Lembramos que a fé consiste, precisamente em "afirmar a realidade que não se vê" (Hb 11,1).
A partir disto concluímos que evangelizar as pessoas não é ensinar-lhes uma doutrina, impor-lhes uma moral ou conduzi-los à uma prática religiosa. Evangelizar é antes de tudo, ajudar a reconhecer este Cristo Senhor que já os envolve em seu amor que nos antecipou como Salvador e Senhor. No encontro com o Ressuscitado nos colocamos no caminho da esperança, na certeza do novo, como possibilidade de cada dia.” (Fonte: TURRA, Luiz. O que mudou com a Ressurreição de Cristo. Mensagens do Pároco. Disponível em: Site da Paróquia Santo Antônio do Patenon. Acesso em: 05 mai. 2014.).


Ajudar a reconhecer que Cristo já nos envolve em seu amor. Talvez este seja um caminho mais efetivo para ajudar a construir algo que possa ser chamado de um mundo melhor.
posted by Donarte N. dos Santos Jr. @ segunda-feira, maio 05, 2014   0 comments
terça-feira, 25 de março de 2014
"Reformas de Base" e "Golpe Civil Militar de 64":

Capacitação de professores que o autor deste blog ajudou a ministrar avaliou "Reformas de Base".


posted by Donarte N. dos Santos Jr. @ terça-feira, março 25, 2014   0 comments
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Um coração de pedra por um de carne.

Que bela a oração abaixo. Certamente o ser humano necessita ser mais humano... Ou, quem sabe, menos humano e mais divino...

"Senhor, arranca-me este coração de pedra, este coração duro […]; dá-me um coração novo, um coração de carne, um coração puro (Ez 36,26). Tu, que purificas os corações, Tu que amas os corações puros, toma posse do meu coração e vem morar nele." (Senhor, arranca-me o meu coração de pedra. Balduíno de Ford (?-c. 1190), abade cisterciense, depois bispo, Tratado 10; PL 204, 515-516)

posted by Donarte N. dos Santos Jr. @ quarta-feira, agosto 28, 2013   0 comments
terça-feira, 25 de junho de 2013
Sobre os protestos no Brasil:

Sendo professor, e professor de Geografia. O presente autor tem sido cobrado, por alunos e colegas, no sentido de oferecer uma análise, uma explicação para os últimos acontecimentos em nosso país; sobre as manifestações em todo o território nacional.

O presente texto tem o objetivo de saciar parte das supraditas solicitações. A palavra “parte” foi escrita porque o presente texto se trata, como o leitor poderá verificar, de um escrito excessivamente superficial. Ainda assim, apesar de ser uma gota no oceano, trata-se de um auxílio aos que estão ávidos em entender os últimos fenômenos políticos e socioculturais em nosso país. Para tanto, o escrito está dividido em duas partes, quais sejam: (i) a análise da opinião dos “especialistas” e “autoridade” que estão a falar sobre o assunto, ou seja, a profissão (já que sou professor) que faço com base neles, e, por fim, (ii) a opinião pessoal do autor, procurando ser ela mais ou menos isenta e apartada de (i); com a devida desconfiança, é claro, para o fato de isso ser ou não possível.

Quando vamos à Deep Web para pesquisar o que os “especialistas” andam escrevendo (obs.: repito: sou pro-fes-sor, portanto, pro-fes-so: “sigo”, “exerço”, “tomo”, “dedico”, “faço uso público de”, etc. Assim, preciso, é obrigação minha a de saber o que as “autoridades” e “especialistas” (entre “aspas” mesmo) andam dizendo). Então, como dizia, quando vamos à Deep Web buscando “opiniões” e “análises” balizadas, encontramos teóricos que podem ser divididos geograficamente em dois grupos, a saber: (a) teóricos internacionais e (b) teóricos nacionais; os segundos, por razões óbvias, são preferíveis aos primeiros; os primeiros, por razões também óbvias, são menos “contaminados” com ideologias partidárias nacionais, locais, provincianas e bairristas.

Em se tratando de teóricos internacionais há a forçosa comparação entre o que está acontecendo no Brasil e a Primavera Árabe. Tais análises se perdem num vai e vem que não dá conta de fenômenos que são sempre diferentes, por estarem em espaços diferentes. Embora muito se possa discutir sobre isso, o axioma geográfico permanece: espaços geográficos diferentes geram (sem com isso estar sendo determinista) fenômenos diferentes.

Então, tentando desesperadamente dar uma explicação ao fenômeno próprio brasileiro, entre os teóricos internacionais, aparecem pensadores do tipo Michel Maffesoli que tentam explicar que as gerações que são filhas da educação Moderna nunca conseguirão entender as atuais manifestações que, de sua parte, são filhas de uma educação Pós-moderna. O que está por trás disto é o seguinte: a educação racionalista que muitos de nós recebemos não conseguirá explicar os atuais fenômenos do/ no Brasil porque os mesmos são fruto de uma educação pós-moderna que se baseia não na razão, mas no simbolismo, na significação que as causas têm, no simbólico, no subjetivo, no sentimento e pertencimento que as pessoas têm em relação as causas pelas quais estão lutando.

Dentre os teóricos nacionais que se filiam a esta corrente, Juremir Machado da Silva pode ser citado. Em seu blog, Silva escreve deixando claro o “pelo que os manifestantes não estão lutando”... Assim, segundo Juremir, os manifestantes não estão lutando contra Dilma, Lula ou PT, mas contra o legado que deles permanece; e não só que deles permanece: contra a: “[...] corrupção, que não apresenta como uma novidade no Brasil, mas como uma praga histórica sempre renovada.”.

Poder-se-ia dizer que este tipo de análise é uma análise própria dos teóricos da pós-modernidade (quiçá hipermodernidade[1] (Lipovetsky (2004)) ou da hipervirtualidade[2] (Silva (2001) – visto que muitas das manifestações estão sendo organizadas previamente via “redes sociais virtuais”).

Ainda entre os teóricos internacionais, há os que procuram, contrariamente às análises pós e hiper relativas à modernidade, reencaminhar as análises à realidade concreta dos fatos; encaminhando mesmo até um contexto propriamente geográfico; porque relativo ao território e à territorialidade propriamente dita. Dentre estes, estão Jonathan Watts que chama a atenção para pautas de manifestações bem geográficas, porque lidam com a movimentação de pessoas no espaço. Para Watts, uma das principais reclamações é a de que pessoas estão tendo de abandonar suas casas, pois as mesmas estão no “caminho dos estádios”; e isso, ainda segundo Watts, é negligenciado pela Mídia nacional brasileira!!!

Dentre os teóricos nacionais que se associam ao ponto de vista de Jonathan Watts estão Bob Fernandes. É pertinente notar que ambos fazem uma “análise” e uma “explicação” bastante econômica da situação, com dados (estatísticas, números, gráficos, etc.) na realidade são jornalistas e não propriamente teóricos ou pensadores , mas, são pertinentes porque também encaminham a perguntas do tipo: “o que no homem (sobretudo no homem brasileiro) está doente?”, e, “como fica a relação ‘corrupção’ e ‘corruptores’ ao longo desse ‘processo-lixo’ que é visto e vivido no Brasil?”... Segundo Fernandes, muito bem mostrado através de números, “é hora de o Brasil se olhar no espelho” e “acordar para os gastos e a corrupção”.

Tais pontos de vista podem ser chamados, por assim dizer, de racionalistas e pragmáticos.
 
Meandrando entre as categorias dos teóricos internacionais e dos nacionais estão alguns pensadores que, por não estarem mais no território nacional, por terem ido constituir moradia nos EUA, mas, ainda assim, por serem brasileiros natos, acabam se encaixando nas duas categorias. Tais “análises” e “explicações” acabam sendo as mais polêmicas, mas, e até por isso mesmo, as mais importantes de serem conhecidas. Dentre estes, cite-se Olavo de Carvalho, que, entre outras coisas, lembra-nos de que:

 


 

Para este tipo de pensador, o que anda acontecendo no Brasil, nada mais é do que uma etapa bastante clara e previsível de um projeto que foi arquitetado pelo Foro de São Paulo. Assim,

 

O movimento arruaceiro foi lançado pelo Foro de SãoPaulo, como confessou o sr. Valter Pomar, para forçar um "upgrade" doprocesso revolucionário, passando da fase "de transição" para a de"ruptura". Como sempre acontece nessas ocasiões, alguns líderes daprimeira fase teriam de ser sacrificados, caso não se adaptassem rapidamente aonovo ritmo das mudanças. A presidenta Dilma Rousseff e até o PT como um todoapareciam no cardápio como fortes candidatos à posição de cabeças cortadas. A"Constituinte" de Dona Dilma é apenas um recurso desesperado a queela faz apelo para salvar o próprio pescoço, mostrando serviço ao Foro paraprovar que, em vez de ser passada para trás, pode tomar a dianteira do processoe tornar-se sua condutora em vez de sua vítima. Evidentemente, isso implicaatenuar um pouco o sentido da "ruptura" e esticar um pouco a fase de"transição", criando uma etapa mista que assegure a sobrevivência, nopoder, de pelo menos uma parte da primeira geração de líderes revolucionários,tradicionalmente a candidata maior ao exílio ou ao cemitério quando chega a faseda "ruptura". Como todo governante "de transição", Lula eDilma sempre viveram de arranjos e acomodações, aos quais agora o Foro de SãoPaulo queria dar um "basta". A reação "de direita" que seviu nas ruas mostrou que a "ruptura" era um tanto prematura demais, eisso, de certo modo, devolveu a iniciativa do processo ao governo "detransição". Meno male. Em todo caso, o fator agente decisivo é, agora comoantes, o Foro de São Paulo. Dilma é o rabo que jamais abanará o cachorro.

 

Este tipo de observação pode ser considerada como aquela que, se não é propriamente um ponto de vista desde a direita, ao menos, se encaixa em teorias que beiram a teoria da conspiração – o que não desqualifica em nada as chamadas de atenção.

Para contrastar com este ponto de vista, repita-se, por assim dizer, pendente à direita, o discurso contrário, aquele que pende à esquerda, é verificado nos pontos de vista, de, e.g., Emir Sader. Para Sader, “tudo isto que tá aí” é resultado das lutas dos partidos de esquerdo, sobretudo as lutas do PT. Ainda segunda Sader, com o último pronunciamento da PresidentA temos a “reforma política nas mãos do povo”.

Digno de nota, é o fato de Sader ser um teórico estritamente nacional, diferentemente de Carvalho, que é nacional e internacional. Ambos estão diametralmente opostos no tabuleiro ideológico; um, Olavo, à direita; outro, Emir, à esquerda. N.B.: Olavo de Carvalho, frequentemente, não aprecia muito ser enquadrado como pensador de “direita”.

O problema destes pontos de vista, por assim dizer, pós e hiper em relação à modernidade, os racionalistas e economicistas e os ideológicos é que nenhum deles dá uma explicação satisfatória; os primeiros, ficam em uma evolução mental em nada colada com a realidade concreta, falam em simbolismos e blá-blá-blás; os segundos, expõem a ferida (usando dados e fatos), apontam para as causas desta ferida, porém, não propõem soluções; os terceiros, são carregados de um ranço ideológico que muitas vezes os fazem cair no ostracismo – se bem que, na grandessíssima maioria das vezes, isso se dá por ignorância do leitor.

Há ainda as “análises” e “explicações” (sempre entre “aspas”) dos órgãos “isentos”, tais como o Coaf que dão conta dos exorbitantes gastos feitos ao longo dos últimos dez anos e que beiram o bilhão, circulando, através de “movimentações financeiras atípicas”, somente nos tribunais nacionais. 

Passe-se à segunda parte do texto, onde o presente autor expõem o seu ponto de vista, qual seja: (ii) fica claro que o Estado está ávido por recursos (vide novamente o último pronunciamento da PresidentA, sobretudo à partir dos 13min.). Esta avidez por recursos se dá pelo fato de a máquina estatal ser, ela e somente ela, por si só, extremamente onerosa e mal administrada. Não é possível que um político custe o que custa no Brasil. Não é possível as coisas (todas elas) serem superfaturadas em nosso país.

Tirante os dados e fatos supracitados, o que, por si só, já seria um horror que deveria ser cortado pela raiz, cite-se o fato de os nossos políticos não governarem para quem eles deveriam governar, ou seja, não governarem para o povo. Para quem eles governam, então? Resposta: governam para as empresas e para si mesmos. Conferindo-se a declaração de bens de, e.g., Lula, ou seja, conferindo-se aquilo que ele tinha antes de ser presidente, e, conferindo-se o que ele adquiriu após seu primeiro mandato, vê-se que muito, mas muito dificilmente um mortal normal conseguiria tal feito em outra “profissão”. Aliás, este é o problema: política no Brasil virou profissão, e não serviço. “Eles” entram para a vida pública e não saem nunca mais!!! Ficam, literalmente, “mamando” na “teta” do Estado uma vida toda, e, ao longo deste período, favorecendo também amigos, parentes e amantes.

Não é incomum pegarmos políticos que, ao longo de uma longa vida política, mesmo que ilibada, tenham feito tão somente meia dúzia de projetos, contribuindo, assim, em quase nada para com nosso país.

Assim e justamente por isso, também não é incomum os políticos virem a público, de braços dados; inimigos ideológicos, mas de braços dados (como no último pronunciamento de Geraldo Alckmin (PSDB) e Fernando Addad (PT)) dizendo que vão “cortar investimento”, pois, “as empresas não dão conta”... Ou seja, “coitadinhas das empresas”, elas não conseguem dar conta de prestar um bom serviço ao povo, pois, sendo barato, elas não suportam não terem lucros exorbitantes (ver, de novo, o pronunciamento de Alckmin e Addad, à partir do 2min. e 23seg., especialmente).

Deste modo, temos uma farra de gastos com o dinheiro público que não volta, como deveria, para o povo. Nenhum, repita-se, nenhum país ou sistema suporta uma gestão deste tipo...

Um importantíssimo e falecido teórico da geografia, Milton Santos, por diversas vezes repetiu: “as empresas não podem querer o bem da população, não lhes compete isso. Elas querem o lucro. Quem deveria querer o bem do povo é o Estado”. Repetiu, também: “nosso povo não é cidadão, não luta por seus direitos, é, no máximo, cliente, não é cidadão”. Com isso, temos aqueles que deveriam fazer e não fazem nas duas pontas da gangorra: povo e governo; cada um cuidando de si como pode. Quem leva a pior por pior poder cuidar de si? O povo ou o governo (melhor ainda: ou os governantes?)?

Ainda uma palavra com relação às análises aduzidas na primeira parte do presente texto (i): de todas elas, o presente autor prefere a que, infelizmente, cai no ostracismo por ser chocante demais, qual seja, a de Olavo de Carvalho. Assim, tomemos cuidado com o golpe que está por vir e com quem está arquitetando-o...

 

REFERÊNCIAS 


LIPOVETSKY, Gilles. Os Tempos Hipermodernos. São Paulo: Barcarolla, 2004.
 
SILVA, Juremir Machado da. Interatividade imaginal e criatividade virtual. Educação, Porto Alegre, v.24, n.44, 2001, Porto Alegre. P.9-18. 



[1] O termo “hipermoderno” foi tirado de Lipovetsky (2004), teórico que defende o fim da pós-modernidade: “Essa época terminou. Hipercapitalismo, hiperclasse, hiperpotência, hiperterrorismo, hiperindividualismo, hipermercado, hipertexto – o que mais não é hiper? O que mais não expões uma modernidade elevada à potência superlativa?” (p. 53) 
[2] O termo hipervirtual foi retirado de Silva (2001). Segundo o escritor, jornalista e professor universitário: “No lugar do virtual já está instalado o hipervirtual: mais do que o virtual; o único real ainda possível.” (p. 10).
posted by Donarte N. dos Santos Jr. @ terça-feira, junho 25, 2013   0 comments
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Algumas ideias que batizaram e permeiam o presente ciberespaço; pensamentos mais ou menos fixos que o autor tem:
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A Mitologia Grega...:

- “A Argo: Nave dos Argonautas, construída sob a direção de Minerva, nos bosques de Dodona. O termo significa ‘rápido.’

O Fernando Pessoa...:

- o seguinte poema dele:


Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa: "Navegar é preciso; viver não é preciso". Quero para mim o espírito [d]esta frase, transformada a forma para a casar como eu sou: Viver não é necessário; o que é necessário é criar. Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso. Só quero torná-la grande, ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo. Só quero torná-la de toda a humanidade; ainda que para isso tenha de a perder como minha. Cada vez mais assim penso. Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir para a evolução da humanidade. É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça. (Fernando Pessoa)



A antipatia a Nietzsche...:

- Parece poder ser possível usar o Nietzsche contra ele mesmo: "Nietzsche vs Nietzsche", pois o que ele escreve, se bem analisado, é contraditório (no mal sentido do termo). Assim, isso é bem possível de ser feito...

A contra-argumentação aos céticos...:

- “Só se poderia negar a validez à demonstração se se provasse, com absoluta validez, que o homem nada pode provar com absoluta validez” (SANTOS, Mário Ferreira dos. Filosofia Concreta. São Paulo: É Realizações, 2009, p. 61).

 

 

Este é o Blog/Site do prof. Donarte: aqui são partilhadas ideias, pensamentos, conceitos, definições e opiniões na área da Geografia, Filosofia, Educação e Ciências.

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    O Autor

    Nome:
    Donarte N. dos Santos Junior
    Residente em:
    Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
    Formação:
    - É Licenciado em Geografia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).
    - É Especialista no Ensino de Geografia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).
    - É Mestre em Educação em Ciências e Matemática (PUCRS).
    - É Mestrando em Filosofia (PUCRS).
    Atuação Profissional:
    - Foi Técnico em Geoproce ssamento do L/li/liaboratório de Tratamento de Imagem e Geoprocessamento (LTIG) da PUCRS.
    - É Professor da Prefeitura Municipal de Porto ALegre.
    Título da primeira dissertação de mestrado:
    “Geografia do espaço percebido: uma educação subjetiva”, que alcançou grau máximo obtendo nota 10,0.

    Clique aqui para ler a dissertação

    Clique aqui para Ver currículo Lattes completo

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    Última Atualização de "Template", em:

    21 de fev., 2018, by Donarte.